1 de agosto de 2013

6 meses de amor profundo!

31 de Janeiro de 2013
E já fazem 6 meses
Que percebi como o tempo corre,
Que as madrugadas nunca mais foram iguais,
6 meses que o meu corpo se tornou de “ferro”,
Que um sorriso banguela me cura de qualquer cansaço,
Que sinto que amar demais faz o peito doer sim,
Que agradeço pela vida dele,
Que descobri o sentido da minha,
Que sou feliz como jamais pensei ser,
Que a palavra incondicional foi descoberta,
Que sinto uma imensa proximidade de Deus,
Que voltei a ser criança,
Que uma mãe foi descoberta em mim,
Que conheci a Galinha Pintadinha e ela tomou o lugar dos meus CDS,
Que quis tomar uma agulhada no lugar de alguém,
Que caio na risada por acidentalmente receber um jato de pipi,
Que um sussurro de abruuu me dá a certeza absoluta de que ouví mamãe
Que ganhei uma vida nova,
Que o amor chegou - de forma pequenina, cheia de dobrinhas, cabeludo, banguelo, de olhar marcante, de feição sublime...
Que conheci minha pequena versão - milhões de vezes melhorada, pura, inocente
Que ele chegou,
Meu Nickolas,
Vidinha
Iluminado
Simpático
Risonho
Marrento
Meu cheirinho de Céu
Meu filho amado
Minha maior escola
Meu anjo lindo.
Motivo de tudo
Parabéns por meio ano meu filhote maravilhoso,
Obrigada por ter me escolhido, meu amorzinho!
Com amor, de sua abruu mamãe...


17 de julho de 2013

Absurdo: Susto no hospital e negligência médica



Preciso compartilhar o absurdo e a negligência que aconteceu com meu filho no dia 15/07/2013.
O Nickolas vinha se recuperando de um pequeno resfriado e fazendo inalação em casa há 1 semana.
Na segunda-feira (15/7/13), sai do trabalho e fui buscá-lo na escolinha, chegando em casa percebi que seus olhinhos estavam expelindo uma secreção amarela.
Como os olhos grudaram de tanta secreção resolvi ir ao Pronto Socorro (Hospital Family-Taboão da Serra) pra saber se tratava-se de uma conjuntivite.
Chegando lá ele não apresentava febre nenhuma e a médica Dra. FERNANDA BARROCAS OLIVEIRA disse que ele estava em boas condições mas mesmo assim pediu um Raio X para vermos o peitinho dele.
Raio X feito, em menos de 2 minutos me entregaram um envelope e me direcionaram para a sala da médica. Ao olhar o exame ela me diz a seguinte frase:
_ “Mãe, seu bebê está com pneumonia, entraremos com antibiótico (amoxilina) + antialérgico + spray descongestionante + remédio p/ febre (caso apresente).
Eu, arrasada não conseguia acreditar naquilo, como assim, meu bebê de apenas cinco meses com pneumonia?

Cuido tanto, mas tanto dele, chego a sufocá-lo de tanta roupa, touca, proteção contra o vento, me chamam até de exagerada.
Aquela altura já eram 23:00hs, me deram atestado de 7 dias para acompanhar meu filho em casa e fomos à procura de uma farmácia p/ comprar os remédios,que totalizaram em quase 60,00.
Fomos pra casa, mediquei meu bebê, dei o antibiótico, o antialérgico (em meio à esperneios) e o coloquei pra dormir.
Por volta de 00:30, volto pra sala desnorteada e resolvo olhar o Raio X, quando meus olhos pareciam não querer acreditar naquilo que eu lia.
Na etiqueta, ao invés de Nickolas Noronha estava escrito “Bryan Matos Silva”.

Como assim?????????????

Chamei meu esposo e falei que aquele raio X não era do nosso filho, fiquei enfurecida e na minha cabeça mil coisas passavam, eu queria voltar lá no hospital imediatamente, mas resolvi ficar com meu BEBÊ que finalmente já dormia.
O papai então voltou ao hospital para exigir explicações.
Chegando lá, uma equipe veio tentar colocar panos quentes e se desculpar, dizendo que houve um erro, e que não conseguiam nem encontrar o raio X verdadeiro do meu bebê, encontraram apenas um sem nome, que misteriosamente também não sabiam de quem era, a médica se desculpou, a enfermeira do raio x se desculpou, todos tentando abafar uma situação que NÃO TEM DESCULPA, afinal eu havia medicado meu filho indevidamente e aquela altura nem sabia a real situação de saúde dele, e além disso, o fato dessa criança (Bryan) estar em casa e sua mãe tranquila sem saber que seu filho estava com pneumonia.
Ontem voltei no hospital para novo exame.
Que fique bem claro que eu não tive atenção nenhuma, permaneci das 9:13 as 11:00 no hospital, não tive nenhuma prioridade mesmo explicando todo o acontecido da noite anterior, utilizei táxi para me deslocar de casa até o hospital e do hospital até minha casa e o pior de tudo, mais uma vez tive que expor meu filho DESNECESSÁRIAMENTE as bactérias do hospital, ao frio e ao cansaço e desgaste físico de ter que ficar pra lá e pra cá naquele frio.
O novo exame dele não apresentou NADA, (Graças a Deus), apenas uma virose, típica desse friozão que faz aqui em SP.
Ele está perfeitamente bem e de fato jamais deveria ter tomado o antibiótico.
O médico que me atendeu, disse pra suspender todos os remédios receitados na noite anterior imediatamente (claro que eu já havia feito isso quando percebi o erro) ou seja, mediquei meu bebê de forma errada pelo simples e gravíssimo fato de trocarem o exame.
Claro que isso acarretou danos irremediáveis nele (que tomou antibiótico fortíssimo desnecessariamente), no pai (que saiu de casa em plena madrugada se expondo ao perigo para retornar ao hospital) e em mim, afinal como qualquer mãe, até agora estou me culpando, fico me perguntando o porque não li se era o nomezinho dele assim que peguei o envelope, mas, foi tudo tão no automático, numa noite muito fria, eu com meu bebê no colo, só queria mostrar aquele exame imediatamente pra médica e levar ele pro quentinho do nosso lar.
Na hora que me entregaram eu apenas recebi e segui direto para a sala da médica (que erroneamente também não conferiu o exame e nem o nome do paciente), isso sim é um absurdo, pois ela como médica e profissional tem como DEVER seguir esse procedimento, é uma rotina dela, e não uma rotina minha.
De qualquer forma, a partir de hoje sempre irei conferir o nome, já aprendi a lição.
Esse relato aqui é pra que todos tenham o cuidado de SEMPRE conferir se o nome esta certinho, não devemos confiar de forma nenhuma nos profissionais que na teoria e prática deveriam seguir o procedimento mas não sei porque cargas d'água não o fazem (detalhe que o hospital estava praticamente vazio, nem a desculpa de super lotação explicaria essa confusão toda).
Estou indignadíssima com essa situação, se trata de um ERRO MÉDICO SIM, que graças a Deus não resultou em nada pior, mas:

E se, naquele momento a médica tivesse resolvido medicar ele de modo intravenoso?
E se, ele tivesse alguma alergia aos medicamentos que ministrei?
E se eu não percebesse o erro e continuasse dando antibiótico pro meu bebê por 14 dias (como indicava o receituário)?
E se, com essas faltas ao meu trabalho eu fosse demitida, tendo em vista que acabei de retornar da licença maternidade?
E se, a mãe do outro bebê (Bryan) não tiver percebido o erro, como eu percebi?
E o valor alto que gastei sem necessidade com farmácia e táxi?
E a exposição da saúde do meu filho?
E o trauma e transtorno que isso acarretou em mim e no pai?

Enfim, são tantos absurdos que até agora estou procurando digerir essa situação.
Pretendo correr atrás, não pretendo deixar sem resposta.
Fica uma alerta para TODOS, que assim como eu sempre tentam fazer o melhor para o filho, e mesmo assim estão sujeitas uma situação absurda como esta.
Estou decidindo como agir em relação a esse hospital FAMILY (TABOÃO DA SERRA), mas este caso não ficará assim, sem retorno.

Dano MORAL, FÍSÍCO, PSICOLÓGICO, sem atenção nenhuma por parte de todos.
Erro médico, falha humana e descaso que poderiam ter prejudicado a vida de um bebê inocente.
É isso, todo cuidado é pouco quando se trata de nossos pequenos!



1 de julho de 2013

O término da licença maternidade chegou


Texto difícil de escrever, acabou a licença maternidade e hoje é o primeiro dia de trabalho.     
                     
Na semana passada comecei a adaptação do meu Nickolas no berçário que carinhosamente apelidei de faculdade, e como ele fica feliz quando o acordo com um “boooom dia meu príncipe, vamos ir pra facu brincar com os amiguinhos”?
Falar fazendo brincadeiras é o modo que esta me aliviando o coração e me deixando menos triste. Por falar em tristeza, na semana passada senti uma tão profunda que parecia que um pedaço de mim estava sendo arrancado, e não é exagero, eu posso dizer que experimentei viver o momento mais feliz e o mais triste da minha vida, ao mesmo tempo.
Feliz porque ele está maravilhosamente delicioso, super risonho, interagindo o tempo todo, carinhoso, evoluindo muito a cada dia, dá orgulho de ver.
Triste porque parar e pensar nas horas que ficarei ausente e em tudo oque eu “vou” perder (deixar de vê-lo fazer) me deixou com um nó na garganta e outro no peito que jamais imaginei sentir.
É um amor indescritível mesmo, todos os dias eu vou dormir achando que o AMO em grau máximo, daí no dia seguinte eu sinto que aumentou, e assim vai, a cada dia aumentando e me fazendo mais bem, mais plena.
Desde o 3º mês já começamos a procurar os berçários, visitei uns 08, pesquisei, analisei, segui meus instintos, me alinhei com o papai e finalmente encontrei um lugar que me passou confiança.
Claro que isso vai ser confirmando gradativamente, mas fiquei feliz pela escolha e senti que fiz a coisa certa.
Não quis deixa-lo com terceiros por diversos motivos. Em alguns momentos da licença maternidade vivi desconfortos que “palpiteiros de plantão” me causaram, todas as mamães sabem que quando temos um bb isso se torna de certa forma normal e irritante demais, são muitos pitacos, palpites e até rotas que traçam pro seu filho sem ao menos te consultar, isso me deixou com o olhar atento e me fez optar pela escola.
Eu sei que na escolinha ele irá interagir com as outras crianças, terá horário para tudo (rotina), estará sob os cuidados de pessoas que já tem experiência com isso e que de nenhuma forma vão me desautorizar perante as coisas que eu definir para ele (obrigada Papai do Céu, por ter feito as coisas se alinharem a tempo e por me permitir achar um local que me passou impressões boas).
Na semana passada fiz uma adaptação com o mocinho, que ao meu olhar reagiu super bem, entrou sorrido e saiu sorrindo todos os dias (nenéco risonho e simpático da mamãe), já cativou as tias e foi me fazendo ficar calma, aos poucos percebo o quanto está fazendo bem para ele, pausa para alguns suspiros de alivio da mamãe...ufa!
Mas não foi simples, chorei, revivi momentos, vasculhei a memória quando ele estava longe de mim, cheguei e me questionar se iria conseguir passar por isso, consultei amigas, pedi socorro no grupo de mamães que participo, rezei, chorei no colo do marido, acordei de madrugada insone, abracei, apertei e beijei meu filho como nunca, disse coisas lindas para ele e por fim expliquei porque a mamãe iria deixá-lo na “faculdade”.
Acho que ele entendeu, e acho que estou entendendo.
Esses 5 meses fui pura e intensamente a mãe do Nickolas, e agora é hora de começar a ser a mãe do Nickolas e profissional Pollyana, sei que me fará bem, amo meu trabalho e jamais pensei em não voltar, apenas estava mergulhada num poço de amor infinito junto ao meu maior tesouro, e por ele vou a luta, por ele a caminhada não pode e não vai parar.

Hoje ao deixá-lo na escolinha o beijei e disse:
“Meu amor, mamãe vai trabalhar e te deixará aqui, brinque bastante com os amiguinhos, se alimente, descanse e mais tarde nos veremos, as 18h a mamãe vem te buscar”.
Com um lindo sorriso banguela eu entendi o seu: “Ok, mamãe, pode ir que eu estou bem”

E é dessa forma que eu vou pensar. É mais uma etapa, que assim como as outras, serão superadas.
Estou leve, “saudadenta” e sei que agora tenho um lindo motivo para lutar, e é por ele que estou aqui.
Acreditando sempre!
Um beijo de uma mãe que sente o coração muito pesado, não mais de tristeza mas sim de tanto amor!

"Filho, todos os momentos que passamos juntos são muito especiais, mas a mamãe tem certeza de que a partir de agora serão muito mais, quero curtir e aproveitar cada minuto com você meu amor, eu sempre estarei por perto, sempre meu princípe! Mamãe te ama muito e sempre vai fazer o melhor por você, quero que você tenha muito orgulho de mim como sua mãe mas também como profissional, e atrás deste objetivo que estou seguindo, meu amorzinho"!

25 de junho de 2013

4º visita a Pediatra

Semana de pediatra e lá fomos nós, eu e nenéco na primeira consulta sem a cia do papai!
Todas as mamães sabem que a relação mãe x pediatra é de eterna desconfiança e observação (pelo menos no meu caso), a cada vez que visito a Dra. procuro analisar sua postura, atenção, carinho e principalmente, tudo oque ela me diz, sou do tipo que olho no fundo dos olhos, tentando até captar o grau de sinceridade que ela esta tendo comigo (loucura, piração?) prefiro pensar que não, simplesmente estou zelando pelo bem mais precioso que eu tenho na minha vida, o meu filho.
Estou feliz com a pediatra do Nickolas, é uma pessoa séria, sem muito mimimi, mas ao mesmo tempo tem um tato enorme com as crianças, é carinhosa e passa uma imagem forte, de que sabe muito bem oque esta falando (ufa), isso é oque procuramos.
Nesta 4º consulta faltou luz e a pesagem do bebê foi feita da seguinte forma, primeiro eu subi na balança de adulto e ela anotou meu peso (por sinal perdi mais 2kls estou só a armação do guarda-chuva) e na sequência ela me entregou o nenéco peladão e gotosão da mamãe para vermos a diferença de peso :) .
Peso 7.400kg e 67cm (nenézinho gigante da mamãe), super saudável e na média para a idade dele, graças a Deus.
E como agradeço ao meu Deus, todas as noites antes de dormir, além de agradecer milhares de vezes pela vida dele, nunca esqueço de agradecer também pela oportunidade de amamentá-lo, mesmo com um seio só, me sinto a mulher mais realizada e poderosa do mundo por ter a felicidade de poder nutri-lo..
É um momento único.
Amamentar foi ao mesmo tempo uma das coisas mais difíceis e gostosa que já fiz na vida, é um contato e um momento que não adianta tentar descrever porque só quem já viveu isso sabe oque significa!
Bom, voltando a consulta, comentei com a pediatra que ele iniciaria na escolinha por conta do meu retorno ao trabalho e ela liberou os sucos (laranja lima, melão, cenoura, beterraba, melancia e manga) e as frutinhas amassadas (banana, maça e pera), fiquei feliz e enciumada ao mesmo tempo a lôka.
Feliz pelas descobertas que ele irá fazer e pelo início dessa nova etapa alimentar, enciumada porque meu bebêzinho está crescendo muito rápido e chegou o momento em que o único sabor conhecido deixará de ser o do leitinho da mamãe, óh my god, salve as mães carentes, hahaha.
E assim tudo ocorreu tranquilamente, ela me disse que na próxima consulta falaremos sobre as papinhas salgadas e me parabenizou pelo desenvolvimento dele, saí de lá mega feliz com meu pequeno banguelo.Mentalmente já comecei a viajar na divertida manobra de iniciar a alimentação mundana nele.
No dia seguinte iniciei com o suco de laranja lima, com direito a muitas caretinhas e olhares de estranheza, tomou somente 10ml, achei que não foi o bastante mas tudo bem, afinal era uma coisa totalmente diferente para ele.
De tarde foi a vez da bananinha amassada, e para minha surpresa, ví a cena mais linda desse mundão de meu Deus, ele simplesmente adorou, fazia biquinhos, abria o bocão pra receber o primeiro "aviãozinho" que a mamãe boba que vos escreve lhe dava e fazia muita festa a cada colherada, chegando até a resmungar quando eu demorava muito pra dar a "nãnana".
Fiquei feliz, sensação boa, de missão cumprida, de que ele não vai dar trabalho pra comer, posso estar viajando (claro), afinal estou falando apenas de uma fruta, mas acho que não esperava essa receptividade tão boa por parte dele.
E assim se inicia essa nova etapa, aonde eu já aprendi que o prazer da amamentação é o maior, mas o prazer de alimentá-lo de outra forma, da interação, das carinhas, também me deixa extremamente contente e orgulhosa de nós dois.
E agora a foto da sujeira mais gostosa que ja ví na vida!




Filho, tão pequerrucho e eu já me orgulho absurdamente de você, de sua maneira de reagir ao novo e principalmente, da sua felicidade contagiante, me pego te olhando e não sei mais como agradecer a Papai do Céu por ter me presenteado com sua vida, você chegou para preencher um vazio que nem eu mesma sabia que existia, obrigada por isso, amorzinho da mamãe! 

20 de junho de 2013

Eu já havia lido esse texto antigamente (antes de ser mãe) e claro, na época não fez muito sentido pra mim.
Estranho como as coisas mudam, né?
Hoje eu devoro cada uma dessas palavras quase como quem mergulha no sentimento de quem escreveu ou no de quem ainda vai passar por isso.

É lindo e coerente demais, por isso resolvi compartilhar.

"Eles vão crescer e dispensarão nosso colo. 
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais. 
Que nossas demonstrações de afeto em público serão consideradas um grande ‘mico’. 
Que em vez de torcermos para que eles durmam, torceremos para que cheguem logo em casa. 
Que não se interessaram mais pelos velhos brinquedos. 
Que o alvoroço na hora do almoço vai dar lugar a calmaria. 
Que os programas em família serão menos atrativos que os churrascos com a turma. 
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar. 
Que começaremos a rezar com muito mais frequência. 
Que morreremos de saudade dos nossos bebês crescidos"...

Por isso…

Viva o agora. 
Releve as birras. 
Conte até 10. 
Faça cosquinhas. 
Conte histórias. 
Dê abraços de urso. 
Deite ao lado deles na cama. 
Abrace-os quando tiverem medo. 
Beije os machucados (sim, beijo de mãe cura de verdade). 
Solte pipas. 
Brinque de boneca. 
Faça gols, comemorem, divirtam-se. 
Acordem cedo nos domingos para aproveitar mais o dia. 
Rezem juntos. 
Estimule-os a cultivar as amizades. 
Faça bolos. 
Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados. 
Passem o máximo de tempo possível juntos… 

Assim, quando eles decidirem partir para seus próprios vôos, você ainda terá tudo isso guardado no coração.” 
"Autora Cinthia Moralles"

"Ah filho amado, pode ter certeza de que tudo isso eu farei com o maior prazer com você, cada minuto da minha vida tem muito mais sentido depois de sua chegada, todos os dias a mamãe reza pra Deus e pede muita saúde pra você e  pra mim, para que eu possa viver tudo isso com você.Te amo meu principezinho, Nickolas"


5 de junho de 2013

O retorno do papai ao trabalho

Os dias estão voando, o Nickolas acabou de completar 4 meses e as vezes volto um pouco no tempo e vejo como passou rápido, me lembro nitidamente do dia do parto como se fosse ontem e me recuso a acreditar que passou tão rápido assim...
Cruel para as mamães que assim como eu tem que voltar a trabalhar tão cedo, eu voto para criarem uma lei que permita que as mamães fiquem com seus filhos pelo menos até completarem 1 ano, seria tudo, mas bora acordar que a vida está aí e na prática acho que esse é um sonho bem distante.
Nesses 4 meses viví tantos momentos incríveis com ele que a memória está recheada para aliviar a saudade quando eu já estiver em office novamente, sou leonina sentimental pacas e preciso me apegar somente ao lado bom da coisa para não sofrer tanto, tenho medo da minha reação, quando eu me apego eu me apego, ainda mais falando em filho né, esse presente maravilhoso que Deus nos permite ter e que nos mostra o quanto a experiência de viver um verdadeiro AMOR é enriquecedora e maravilhosa.
Uma das coisas boas nesse período foi que o papai dele pôde ficar conosco até agora, quando finalmente voltou a trabalhar, ele viveu esses 4 meses iniciais e presenciou muitos momentos que outros pais infelizmente não tem a oportunidade de experimentar (devido ao trabalho)...
Ele me ajudou em 100% dos banhos, em 50% das mamadas e em 1% das fraldas de quaquá (definitivamente homens não gostam de trocar fraldas de quáquá) hahaha.
Ele me ajudou a consolar os choros, a fazer revezamento de colo, a preparar mamadeiras, a fazer compressas quando o bebê tinha cólicas, a tentar adivinhar o motivo de cada resmungo berreiro, a limpar as babinhas, a cantar galinha pintadinha, a ninar, ele compôs cansões jamais ouvidas para fazê-lo dormir, ele tomou banho de chuveirão com ele, ele presenciou os primeiros risinhos, gritos, sussuros de abruuuuuu, ele escolheu roupinhas, penteou cabelo, acordou de madrugada pra me dar apoio moral, se ofereceu para me ajudar a todo momento, concordou com cada instinto materno que tive, me deu conselhos, foi sincero quando discordava de algo (ainda assim respeitou minha intuição), ele fez filmes caseiros, posicionou a câmera em lugares malucos pra tirar foto de nós três, comemorou conosco, cantou parabéns a cada mêsversário, deu o primeiro cházinho de camomila, embalou, beijou, deu carinho, nos confortou, nos deu uma dose de AMOR surreal, enfim, ele foi nosso herói!
Por isso, esse post que era para falar do meu medo de retornar ao trabalho, acabou virando uma homenagem ao SUPER papai Alessandro, que essa semana voltou a rotina profissional e no primeiro dia me ligou na hora do seu almoço com voz trêmula e segundo ele, com olhos marejados de SAUDADE.
Meu amor, viu quanta coisa boa você viveu?
Isso foi 1% de tudo o que ainda vamos passar com nosso banguelinha amado, a cada vez que você sentir saudade pense em cada um desses momentos e agradeça a Deus por tê-los vivido.
Estamos aqui todos os dias em contagem regressiva para sua chegada e para dar aquele beijo e abraço bem apertado.

Um beijo do nenéco e um meu, te amamos!

                                               Meu primeiro dia das mães com meus amores!

"Filho, quero que você saiba que papai e mamãe sempre vão fazer o possível e o impossível para te fazer feliz e para te dar o melhor, mesmo que nosso tempo juntos seja menor por causa do trabalho, eles serão muito mais especiais e felizes.Tudo o que fazemos hoje é e sempre vai ser por você, você mudou nossas vidas para sempre, nosso pequeno grande amor! Mamãe e papai te ama demais"!


23 de maio de 2013

O primeiro mês em casa


Chegar da maternidade com meu lindo no colo foi incrível, não há sensação mais gostosa que entrar em casa pela primeira vez com o filhote tão esperado.

Aquela era a hora da verdade, era eu, ele e o papai e a partir dali viriam milhões de dúvidas, descobertas e lições. J

Como não tenho sobrinhos aquilo tudo foi novidade messsssmo, até porque no hospital você tem uma equipe (maravilhosa, diga-se de passagem) fazendo tudo por você, dando banho, trocando seu filho, te trazendo comidinha de 3 em 3 hs, enfim, cuidando de tudo, então na hora de voltar pra casa você realmente começa a viver as loucuras delícias de ser MÃE.
Nos primeiros dias, eu ainda estava com alguns machucadinhos da amamentação, então tentei cuidar disso.O bebê mamava muito e eu peguei o habito de anotar todas as mamadas dele (até hoje faço isso) e houve dias em que ele mamou simplesmente 18 vezes, eu disse 18 x em 24 horas, imaginem a logística.
O início é desesperador  corrido assim mesmo, imagine que temos um bebezinho faminto, que foi retirado a "força" de sua casinha quentinha onde ficou por 9 meses, se alimentava através do cordão umbilical, sem fazer esforçinho nenhum, e de repente está no nosso colo, tendo que aprender a sugar, mamar, além disso, sua mamãe está mega sensível, se recuperando do parto, preocupada com a amamentação, com o papai, em cuidar bem do bebê, em se cuidar, enfim... É uma adaptação tripla, é um momento delicado e marcante para os três.

Tudo muda, a rotina, os hábitos e a vida do casal. A partir daquele dia a sua história jamais será a mesma, (será muito mais maravilhosa) fato!

O primeiro mês com um bebê, na minha humilde opinião é o mais difícil, eu lembro que em nenhum dos dias eu consegui almoçar antes das 18:00hs, e ai me vinham em mente as recomendações das enfermeiras: 
“Mamãe se alimente de 3 em 3hs, é importante para dar leite, tenha cuidado com o resguardo, descanse, se cuide, durma quando o bebê dormir”...

Anrãn, mas comooooo? E o tempo?

Hospital, por favorrrr, me devolvam para o hospital, quero comidinha feita e milhares de anjofermeiras cuidando de mim de novo..... help! rs

Seguir todas as belas instruções era impossível, eu nem lembrava de comer (falando a mais pura verdade), quando o nenéco terminava a mamada e eu pensava em tomar água, colocava ele devagarzinho no berço, suspirava, virava as costas e saia quase que flutuando pela casa em direção a cozinha, dava 3 passos e “BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ”....
Opssss, lá vinha eu correndo em direção ao meu pequenininho, esquecendo completamente da sede, da fome, do pipis, dos pontos da cesárea ou de qualquer outra coisa que tinha em mente fazer.
Desde o momento em que meu filho AMADO chegou, eu só penso nele mesmo, toda a dedicação e grande parte do meu tempo são para ele, e hoje tudo está muito mais tranqüilo, mas naquele primeiro mês de conhecimento e adaptações qualquer choro era motivo de desconfiança (fome? dor? cólica? xixi? quaquá? sono?) enfim, era muita novidade para a mamãe que vos escreve.
Eu e o papai vivíamos 24hs por dia olhando para ele, dividindo todas as angustias e delicias de ter aquela coisinha linda, pequena e tão frágil sob nossos cuidados.
Durante o primeiro mês eu chorei quase TODOS os dias, e quem e mãe sabe do que eu estou falando, como sabemos existem milhares de novidades, um bebezinho frágil, pequeno e totalmente dependente de nós, que só se comunica através do choro e o pior, que veio sem manual de instruções. :/
É um misto muito grande de sensações, é nossa sensibilidade em grau máximo, é uma nova mulher acordando para a vida, é o nascimento de uma criança, de uma mãe e de um pai, é a responsabilidade que chama, é o amor, é o cansaço, é a fome, é o medo, é a dúvida e mais um turbilhão de sentimentos invadindo nossa alma.
É Deus tocando nosso coração a cada resmungo e a cada feição daquele anjo que ele nos confiou, enfim, é quando caímos na real sobre a importância da missão que estamos assumindo.
E como eu sou humana, leonina, chorona e sentimental pacas, vivi com muita intensidade cada pequeno detalhe que acontecia.
A realidade é que a cada novo amanhecer eu acordo diferente, todos os dias eu acho que o amo demais, ai na manhã seguinte percebo que já aumentou de novo, e é bem essa sensação mesmo, é um amor que só aumenta, inexplicável, renovador.

Ser mãe é a experiência mais apaixonante que uma mulher pode viver!
Não é difícil, não é fácil, não se explica, apenas tenta-se descrever, porque é único.
Um beijo da mamãe e até o próximo post!

                                             Primeira semana com meu lindo



6 de maio de 2013

A hora da amamentação chegou



Amamentação, ahhhhh palavra linda e significativa demais pra mim, foi um evento histórico.


Tanta ênfase porque há 10 anos atrás tive um nódulo na mama esquerda, onde foi diagnosticado CA de mama com malignidade e por este motivo precisei fazer 2 cirurgias, retirada de ¼ do tecido mamário e alguns tratamentos mais.
Talvez eu ainda faça um post contando sobre esse assunto, que pra mim é super resolvido, mas com certeza será bem longoooo.
Por esse motivo, sempre houve uma "incerteza" sobre conseguir ou não amamentar com o seio operado, o meu obstetra me explicou que eu deveria tentar sim, que o seio iria dar leite, e assim fui focando nessa ideia durante a gestação, eu queria muito amamentar meu filho.
Quando o Nickolas nasceu eu tive muita dor já no hospital, o seio encheu de leite, tinha muito messsmo e os machucadinhos no bico foram inevitáveis, as mamães que já passaram por isso sabem o quanto é complicado esse início, onde o bebezinho ainda está se adaptando a sua nova forma de alimentação, e onde a mamãe está passando pelo mesmo processo, tendo aquele pequeno serzinho lindo e todo fominha querendo se saciar desesperadamente.
No meu caso a situação se agravou porque eu só “consegui” amamentar com um (o seio operado deu leite, mas como saia em pequena quantidade fui levando apenas dessa forma).
Se algumas mãezinhas não conseguem dar conta de amamentar com 2 seios, imaginem como é com um só,  tendo um menininho e ouvindo a todo momento que “meninos são muiiito mais fominhas”  :)
Doeu muito, machucou, sangrou, eu cuidei e sarou.
É assim mesmo, com todas as amigas que falei sobre esse assunto colhi alguma história de desconforto no início, é nosso corpo passando por mudanças radicais, cabe a nós a persistência e um pouco de paciência porque para conseguir amamentar sem dor, basta não desistir.
Eu quero compartilhar algumas técnicas que me ajudaram nesse início.

1º DICA:
Ainda no hospital, um anjo vestido de enfermeira veio me salvar e me fazer uma “ordenha manual” que é quando retira-se o excesso de leite da mama manualmente.
A ordenha ajuda na maioria dos casos de dificuldade de amamentação, ela evita rachaduras, alivia as dores e ainda possibilita guardar leite materno.

Qual técnica utilizar? Muitas vezes as pessoas recomendam compressas, bombinhas e várias coisas, cada uma mais disparatada do que a outra. Cada pessoa funciona de um jeito. Depende também se a ordenha é para aliviar de "empedramento" ou se é para coletar leite, como a minha era a 1º opção, utilizamos toalhas molhadas com água gelada, massagens no leite empedrado e em seguida os movimentos de ordenha.

2º DICA
Utilizei as famosas intermediarias de silicone para o seio, isso ajudou demais a diminuir o atrito da sucção do bebê e assim facilitou a cicatrização das rachaduras.
Elas podem ser encontradas em qualquer farmácia e custam em média R$ 15,00.



3º DICA
No hospital ganhei 1 tubinho de pomada de lanolina (Millar), ela era passada após cada mamada, isso ajudou a hidratar e salvou tetas vidas, super recomendo.
4º DICA
Pesquise, leia e peça muitas dicas as mamães mais experientes, sempre tem alguma coisa que funciona, basta ter calma, o tempo de nosso corpo detectar a quantidade ideal de leite que o baby precisa é em média 15 dias, depois disso o corpo produz conforme a necessidade dele, sem empedrar e sem machucar nadinha.

Hoje tudo funciona normalmente por aqui, graças a Deus tô realizando um sonho e vivendo um dos momentos mais lindos e sublimes entre uma mãe e um filho.
Não há preço que pague a troca de olhares, o calor do corpo e a mãozinha dele me acarinhando enquanto é nutrido.
Essa é apenas mais uma descoberta e etapa que uma nova mamãe e seu filho devem viver.
Essa troca de carinho e afeto vai refletir por toda a vida e não tem preço, sem falar no fato de que o leite materno e o melhor e mais completo alimento que você pode dar ao seu baby.
Insista, vá em frente e seja feliz!
Um beijo de uma mãe leiteira apaixonada.

                                                     Meu amorzinho com 2 dias de vida!

27 de abril de 2013

O dia do parto



A previsão era de que o meu Nickolas chegasse ao mundo no dia 9/2/13, dia exato em que completávamos 40 semanas, no dia 29/01/13 fui passar pela última consulta com meu obstetra e ao olhar meus exames ele me avisaria que minha placenta havia atingido o grau III, sinal de que o bebê estava maduro pronto pra nascer.
Olhei para o lado, maridão com os olhos enormes, eu totalmente anestesiada, como assim, em 48 horas teria meu bebêzinho em mãos?
Felicidade, medo, adrenalina, pressa, curiosidade eram algumas das sensações que meu corpo sentia.
Como leonina ansiosa e perfeccionista tudo já estava pronto desde o terceiro 8º mês, só faltava mesmo nosso bebê, mas qual mãe não sente tudo isso ao saber que o grande momento está tão perto?
Nas duas próximas noites eu nem consegui dormir, é impossível seguir os tais conselhos "dorme", "aproveita enquanto pode", "você nunca mais conseguirá dormir", simplesmente não conseguimos dormir muito antes de o baby chegar, a falta de posição na cama, os milhões de litros de xixi noturno e a maldita  azia vão aos poucos nos preparando para nossa rotina de pouco sono após a chegada do tão esperado filho.
A maternidade escolhida foi a Santa Joana, o parto estava agendado as 19:30 e as 16:00 eu cheguei com o maridão lá.
As 17:00 já havia dado entrada em toda a papelada e subi para o quarto, a essa altura eu estava bem emotiva, a impressão era que o tempo corria e saber que em breve eu teria meu filhote comigo me deixou num transe sem fim, confesso que tenho até dificuldade para lembrar de alguns detalhes.
Apenas com olhares eu e o maridão falávamos muitas coisas, impressionante como nada precisava ser dito.
Eu sempre muito vaidosinha, quando ví que eram 18:30 dei uma maquiadinha no rosto, coloquei o avental que deixa o bumbum de fora e fiquei no aguardo "do chamado".
Logo me chamaram para uma salinha aonde fiz uma triagem, ao meu lado havia uma grávida que esperava sua segunda filha, ela não estava com a cara muito tranquila, mas não me abalei, aguardei ser chamada, respondi todas as perguntas e no final olhei pra enfermeira e perguntei se teria problemas de ter passado um caminhão pouquinho de maquiagem, ela me respondeu que não havia problema nenhum, quando eu recebi o OK, peguei novamente a minha bolsinha gigante de make-up e dei mais uma caprichada no carão, rssss, poxa já que foi liberado queria estar bonitona para o momento mais lindo da minha vida.  
Logo depois, uma enfermeira veio me buscar: "Vamos mãezinha, chegou o grande momento"
Eu entrei na sala cirúrgica as 19:30 e de cara ouvi elogios dos 2 médicos, me falaram coisas bonitas, disseram que eu estava com uma cara muito boa e que a sala havia iluminado quando entrei, bendita seja a Santinha das maquiagens, hehehe.
Deitei na maca e logo o anestesista veio se apresentar e me deu a primeira sedação, como minhas veias são super finas foram necessários 03 furinhos, tudo bem já estou acostumada com isso.
Na hora de tomar a temida Rack confesso que senti um pouquinho de medo, quem nunca ouviu alguém falar que se a agulha pegar no local errado a pessoa perde o movimento das pernas?
Veio uma enfermeira e me pediu para sentar e fazer uma super inclinação para a frente, com uma barriga gigante me pedir para ficar naquela posição era quase como me contar uma piada, maaaas pelo medo da Rack eu até plantaria bananeira se fosse necessário. Posição atendida, ela me segurou pela frente nos dois braços, me inclinei, fechei os olhos e lembro que rezei um Pai Nosso e fiquei aguardando a picadinha que não demorou. Senti uma dor que não foi insignificante mais foi bem menor do que eu esperava, na sequência o anestesista comentou que não havia dado certo e que teria que me "furar" novamente, eu respirei fundo, fechei os olhos e mais uma  vez recorri a oração, eu rezei muito para que desse tudo certo, finalmente ele aplicou e dessa vez escutei o seu "ok", me deitaram devagar e eu fiquei aguardando os movimentos sumirem.
Dois minutos depois senti a maior dor de cabeça que já tive na minha vida, parecia que ia explodir, eu senti um desespero muito grande, o meu coração estava acelerado demais, só me lembro de perguntar umas 5x seguidas se aquilo era normal, o anestesista me deu novalgina e pediu pra ter calma que em instantes ia parar, isso deve ter durado uns 5 minutos, que foram os mais longos de toda a minha vida, eu realmente achei que minha cabeça iria explodir, sentia ondas fortíssimas de dor, que com o tempo foram passando e me deixando mais calma...
O maridão chegou na sala e conversamos por algum tempo, olhos marejados, mãos dadas, apertadas, misto de sentimentos, eu morrendo de medo dele desmaiar.
Não sentia absolutamente nada, só ouvia os médicos conversando e algumas músicas rolando baixinho no rádio (sim, eu ganhei neném ouvindo Antena 1, rsss).
De repente, Dr. Celso chama o paizão e pergunta se ele quer ver e filmar o momento exato do nascimento, na garganta engasgada, uma voz arranhada responde que sim.
Ouço também o Dr. me avisando que sentiria uma forte pressão no abdome, mas que não era pra me assustar, eu não senti absolutamente nada.
19:57: um choro baixinho ainda dentro da barriga também me fez chorar, o volume foi aumentando e demorou 1 minuto para que o Dr. Celso aparecesse com a imagem mais linda que já ví na minha vida.
Eu lembro de ter estendido as mãos e agradecido a DEUS, ví meu pequeno Nickolas e me arrepiei completamente ao reconhecer o mesmo bebêzinho cabeludo que havia aparecido nos meus sonhos por 5 vezes.....
Dei muiiiiitos beijos e acompanhei o olhar orgulhoso e emocionado do paizão , tiramos algumas fotos e lembro-me que levaram o bebezão e me pediram pra descansar, dali fui para a sala de repouso que foi onde eu vivi as 3 horas mais demoradas da minha vida...Mas ali, com um relógio bem na frente da minha maca eu viajava até o infinito pensando em tudo o que iria acontecer daquele dia em diante e contava os minutos para encontrar meu amorzinho e "começar a ser MÃE"....
Assim foi a chegada do Nickolas, emocionante, linda, sublime......
Foi certamente o dia mais feliz da minha vida (até hoje), sei que daqui em diante muitos outros virão e estou encantada com ele e com tudo oque ainda está por vir!!!

"Ser mãe é se deixar ser tocada pelas mãos de DEUS"
                                                                                                   (Mara Chan)



          Indo para a maternidade                                Primeiro amanhecer com meu príncipe




21 de abril de 2013

A decisão do tipo de parto



Desde adolescente acho que minha opinião já estava formada sobre o tipo de parto que eu queria ter, isso pode ser explicado pelo fato de eu conhecer muito bem as histórias que minha mãe me contou sobre como foram os partos dela (3 normais sendo que 1 deles foi fórceps e bem complicado, o que levou meu irmão a fazer 8 anos de tratamento na AACD em virtude de um estiramento do nervo do braço).
Sempre tive medo do parto normal e não tenho vergonha nenhuma de falar.
Também sou muito ansiosa e perfeccionista, gosto das coisas planejadas nos seus míniiiimos detalhes.
Na gravidez passei por muitos questionamentos, é bacana, as pessoas ficam mesmo super curiosas em saber como está o neném, de quantos meses, se você já tem tudo, o que está sentindo e a remanescente dúvida de “como será o parto”, cesárea ou normal?
Desde o começo eu sempre respondi que minha preferência era a 1º opção, mas senti por muitas vezes um certo "preconceito" em relação a isso, ouvi alguns comentários e frases em defesa ao parto natural, quase que me condenando por não pensar da mesma forma e me deixando por um momento indignada e brava como uma leoa constrangida.
Poxa, nada contra, acho lindíssimo e fiz questão de assistir a muitos vídeos, ler muito sobre o assunto, me informar de todas as maneiras possíveis, conversar com amigas que já eram mamães e após tudo isso a minha opção foi ter meu bebê de forma programadinha, como sempre quis. mais maquiada que o patati patatá
Após passar pela experiência posso falar com toda a sinceridade, o meu parto foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, lindo e mágico como sempre quis, a recuperação foi incrível, não senti dor nenhuma, a cicatriz ficou quase imperceptível, bonita e o melhor: Eu não me sinto menos mãe por não ter optado por esperar a natureza decidir o momento "certo".
É bacana quando a gente tem a sensação de que acertou em alguma escolha, eu me sinto assim.
Claro que existem pessoas e pessoas e cada uma tem seu organismo e recuperação diferente, o parto natural é o mais indicado pelo Ministério da Saúde por "N" motivos que são provados estatisticamente etc e tal, mas como minha experiência foi ótima eu levanto a bandeira da cesariana  SIM e sempre faço questão de contar que passei por ela sem levar nenhum trauma.
Essa questão deve ser pensada e conversada com muito carinho entre mamãe e papai, é o momento mais importante da vida dos dois, sem esquecer do bebêzinho que também VIVE literalmente esse momento junto.!
Este quadro faz uma comparação entre as duas opções, quando o ví pela primeira vez estava grávida e me assustei surpreendi, como já disse é uma questão delicadíssima e que merece muita atenção...
Beijos da mamãe!



Matando um pouquinho da saudade da antiga casinha do Nickolas

15 de abril de 2013

Estar grávida é


De acordo com o que eu vivi, estar grávida é:

*  ler 84 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza de que está correto.
* perceber que tudo oque você programou para o dia da grande revelação vai por água abaixo, a emoção fala mais alto e a notícia é dada aos choros de uma forma que foge do seu controle.
* ficar perdidinha ao saber que a gestação é contada em semanas, e não em meses como você sempre pensou.
* se preocupar realmente com o mundo e com o rumo que as coisas estão tomando, ter medo do que o filhote vai encontrar lá na frente.
* ir ao mercado e ao invés de doces prestar atenção nas fraldas e se chocar com o quanto são caras.
* sair na rua e só encontrar mulheres grávidas.
* perceber o quanto o transporte coletivo é desconfortável e que tem muita gente mal educada no mundo.
* notar que há muito mais vagas de idosos e deficientes do que de grávidas.
* pedir a Deus todas as noites que ele mande um bebê saudável e perfeitinho.
* ter muito enjôo, pouco sono, muita fome, pouco frio, muita agitação, pouca preguiça.
* ler muito sobre gravidez, bebês, sintomas, partos, família e ainda assim ter milhões de dúvidas.
* descobrir que tenho as amigas mais carinhosas que alguém poderia desejar nesse mundão.
* querer ser uma super mãe.
* ficar elétrica do 1º ao 9º mês de gravidez.
* perceber que o melhor pai que meu filho poderia ter foi o escolhido.
* receber elogios dele e me sentir graciosa.
* achar minha barriga pontuda e linda.
* amar fazer ultrassons e ter vontade de fazer 1 por semana, e não 1 por mês.
* aprender a enxergar o filho nas manchas de um ultra-sonografia e com as batidas de seu coraçãozinho sentir arrepios da cabeça aos pés.
* sentir uma alegria descontrolada  e 5 minutos depois se acabar em lágrimas sem fim.
* aprender que uma gestação não é um mar de rosas, tem seus momentos difíceis.
* me perguntar porque minha mãe nunca havia me contado isso.
* acordar 311 vezes de madrugada para fazer xixi.
* dar um grito no trabalho ao sentir o bebê mexer pela primeira vez e receber um abraço coletivo ;)
* ter saudades de calça jeans, salto alto, tinta de cabelo, descolorante, pimenta, de enxergar o pé, de correr, de beber.
* ter mais saudade ainda de alguém que eu você nem conhece.  
* odiar chocolate, gostar mais ou menos de chocolate, amar chocolate, tudo no mesmo dia.
* perceber que minhas amigas ficaram grávidas junto comigo (Pamella, Bárbara, Cris, Verônica, Juliana, Julia, Nathália e mais uma fila de mulheres que não caberia aqui).
* despertar o desejo delas terem filhos.
* sentir uma ansiedade sem fim a partir do sétimo mês.
* ganhar milhares de presentes no trabalho e me sentir querida e amada.
* ganhar massagens, apertões, carinho e muitos beijos na barriga.
* despertar do mundo cor de rosa e conhecer um fantástico mundo azul.
* ficar em êxtase ao ler que menininhos são colados com as mamães, viu papai Ale.
* sonhar 5 vezes com um bebêzinho cabeludo e ao dar luz reconhecer o mesmo anjo que aparecia nos meus sonhos, exatamente igual.
* se sentir uma mulher de verdade.
* ouvir dois corações batendo dentro de mim. 
* acreditar em um mundo melhor.
* ter a prova real de que DEUS existe.

Eu senti isso!

                                                  Foto do 4º mês com meu amado Nickolas




11 de abril de 2013

Sintomas de uma grávida


Ao descobrir que eu estava grávida, estranhamente e de uma hora para outra, todos os sintomas vieram, foi automático.



Alimentação e alguns sintomas
O primeiro sintoma (chatíssimo) foi o enjôo, enjoei muiiiito, até o 5º mês praticamente, algumas coisas foram excluídas da minha dieta: feijão, cebola, e chocolates me faziam muito mal. Só de imaginar algo doce na minha boca eu tinha ânsia.
Meu obstetra me indicou um remédio chamado Vonau, este foi o salvador dos meus dias mais tensos, sempre tinha na bolsa e graças a ele consegui trabalhar sem grandes constrangimentos.
Entre o 2º e 4º mês eu emagreci 3 quilos, e de acordo com o meu obstetra essa perda de peso no início da gestação não era preocupante, era normal em função das alterações hormonais e também dos hábitos alimentares que foram totalmente modificados.

Senti também a famosa dorzinha no osso do cóccix (3º e 4º mês), dores nas costas (a partir do 6º mês), azia (7º ao 9º mês) e claro a sensibilidade a tudo, de um modo geral a gravidez faz uma festa hormonal em nosso corpo, então era muito comum eu chorar ou me emocionar sem grandes motivos, e como leoninos nem gostam de drama, eu chorei mesmo, e não foi pouco não!

Peso
Eu engordei 12 kilos na minha gestação.
Até o 7º mês o saldo era de 1 kg por mês, no 8º e 9º eu ganhei o restante, pois nessa época o bebê ganha peso de verdade então a cada semana você se sente mais “pesada”.
No 9º mês eu senti uma fome animal, eu disse ANIMAL, e todos os doces que não comi durante todos os meses anteriores me faziam falta naquele momento, virei uma formiguinha, tive medo de fazer o exame que detecta o diabetes gestacional, pois eu sabia que estava abusando (todos os dias queria chocolate), mas os resultados foram dentro do esperado e graças ao bom Deus e ao Santo das formiguinhas, eu estava bem.
* Para quem quiser saber o peso ideal a ser ganho na gestação, primeiro calcule seu IMC neste site http://www.calculoimc.com.br/ e depois faça o comparativo com a tabela abaixo.



Desejos
Não tive nenhum.
Poxa, que injusto, até hoje me arrependo de não ter acordado o maridex na madrugada pedindo um suco de cajá natural de Fortaleza, ou ir á Natal comer caju no pé daquele cajueiro gigante, ou até mesmo acordar e falar que meu desejo era de ter um anel de diamantes (como fui boba), meninas não deixem isso passar em branco, todas as grávidas devem ter um desejo, se não tiverem inventem, e claro, não deixem o marido acessar este blog jamais :)


Roupas
Eu abusei dos vestidos e saias.
Do 4º mês em diante entrar em qualquer calça se tornou desconfortável (e impossível), até as leggins me incomodavam, então a alternativa foram as saias longas (que eu adorei), até tentei usar as calças jeans para grávidas que vem com aquela faixa de lycra na cintura, mas fui uma grávida super calorenta e não me senti a vontade.
Usei bastante aquela calça bailarina que vai até o peito, essa eu adorei e pretendo usar sempre, em questão de conforto e leveza é demais.
Tudo certo e lindo com as saias e vestidinhos, mas confesso que no 9º mês eu não agüentava mais de saudades dos meus jeans, talvez por isso não tenha tido nenhum DESEJO na gravidez, eu não queria comer nada, só queria entrar nos meus jeans de novo, rs.
Esta foto é do início (3º mês).
Saudades de sentir meu Nickolas no forninho!




Bem, não vou me alongar, o post já está muito grande, continuamos no próximo.
Beijos da mamãe fênix.

9 de abril de 2013

A descoberta da gravidez


Eis que um belo dia, meados de Junho de 2012 quando minha única “preocupação” em mente era ter uma boa ideia para colocar em prática no dia dos namorados (o 12º que eu passava com meu maridex), começo a sentir um mal estar, mais claramente uma leve azia, sensação totalmente desconhecida até meus 28 anos, no entanto tive que recorrer ao Sr. google para saber se era aquilo mesmo, e sim era.
Lembro-me que o gosto das comidas também estava muito estranho, nada tinha o mesmo sabor, o chocolate tinha gosto de alface, a maça de macarrão, o feijão de morango e assim vai.
Após uma piadinha ou outra, alguém solta a pérola: “Hum, sei não hein, acho que você está grávida”.
Grávida eu, que nada...
Peraí, mas e o atraso? E aquela sensação estranha no estômago? E aquele nó na garganta, quase como uma aflição?
Sei lá, sempre tive o desconfiômetro bem ligado e acho que aquela altura eu já sabia (mesmo que inconscientemente) que algo diferente estava acontecendo comigo.

Teste de farmácia comprado: Caso você esteja grávida em 5 minutos aparecerão 02 linhas vermelhas.
OK, teste feito, peraiiiii, mas se passaram só 10 segundos, e essas duas linhas aqui???
Oh my God, deu positivo.

Aguentei firme até o dia seguinte (12 de Junho), quando fiz o BETA HCG. Não queria fazer alarde nenhum, até mesmo porque esses testes de farmácia sempre me soaram como suspeitos, enfim, as 7:00 da manhã fiz o exame laboratorial e as 20:00hs era a previsão do resultado, e agora, como eu iria agüentar 12hs por aquela resposta, sem contar pra ninguém???

Como boa leonina durante esse período acessei o site do laboratório umas 1.984 vezes, ao final do dia já sabia de cor e salteado os números de protocolo e senha do exame.
20:00hs no relógio, e tinha chegado o grande momento.
A dúvida era se eu esperava meu maridex (que naquela época ainda era namorado) chegar da faculdade para acessar com ele ou se eu fazia aquilo sozinha.
Bom, como leoninos são curiosos, já devem saber qual foi a opção escolhida.
Eu li aquele laudo umas 5x seguidas, eu não conseguia acreditar que era positivo, aqueles números pareciam confusos, mas não havia erro, e sim eu estava grávida.

Primeira reação: Choro, muito choro, após algum tempo me acalmei e resolvi ligar para a minha melhor amiga.

Expliquei todo o acontecido e inclusive falei que havia montado uma surpresa pra ele, era uma super mesa com nosso famoso café noturno romântico, afinal era dia dos namorados, e mesmo com provas, último ano de faculdade, correria total, não poderia deixar aquele dia especial passar em branco, e não passaria mesmo!

O conselho que ela me deu: “Não conte de imediato, acalme-se, converse com ele, espere ele se alimentar e ai sim, quando a barriguinha estiver cheia e não houver chances dele desmaiar, você solta o comunicado”.
Hahaha, as amigas sempre arrasam.

Poxa, eu sempre imaginei e planejei tantas coisas para quando aquele momento chegasse, dar a notícia de que eu estava grávida, enfim, tudo parecia ter fugido totalmente do meu controle.
Ele chegou, exausto mas feliz, naquele dia eu o recebi com uma cara tão mas tããão estranha que percebi que ele me olhava tentando adivinhar o que havia de errado comigo.
Eu, cara inchada de tanto chorar, mãos tremulas, borboletas no estômago e uma enorme vontade de dar um abraço bem apertado nele e nunca mais descolar.
Esperei ele comer, todo feliz (coitadinho hehe) me falava com tanta empolgação sobre como havia sido o dia dele, e eu monossilábica apenas pensando: “deixa ele se alimentar para não desmaiar, deixa ele se alimentar para não desmaiar” (ordens da Cris seguidas).

Na seqüência, o diálogo mais louco da minha vida:

Eu: Tenho uma coisa pra te falar:
Ele: Que legal, o que é?
Eu: Tenho uma coisa pra te falar:
Ele: Tá bom pode contar.
Eu: Eu es es es es estou grávida, buááááááááááááááááááá (choros e soluços infinitos).
Ele: Que chique!

(Eu realmente acho os homens estranhos)

Sim, ele disse isso, e ficou me olhando, com cara de paisagem romana, acho que sem saber o que fazer coitado, porque eu não parava de chorar mesmo.

A ficha não caia, eu não conseguia acreditar.
Foram tantas coisas que aconteceram em minha vida em relação á saúde que esse assunto ‘gravidez’ era um tanto delicado pra mim, sim eu evitava pensar nesse assunto, não porque não queria (ser mãe algum dia), talvez evitasse pensar nisso exatamente por ter tanto MEDO de nunca conseguir ter um filho, e no fundo essa angustia era só minha, eu jamais havia comentado isso com alguém, mas por motivos pessoais de saúde que não citei aqui no blog, não achava que seria possível, foi realmente uma surpresa.

Naquela noite eu não preguei o olho (ao contrário do maridex), que teve um sono muito tranqüilo, chique né.

(Sim, os homens são muito estranhos)

Pensei sobre tantas coisas, duvidei do exame, dos sintomas, senti medo, senti felicidade, euforia, senti tudo (menos sono).
Naquela noite a minha vida começou a mudar. A partir daquele dia, corpo, cabeça, sentimentos e coração jamais foram os mesmos.

12 de Junho de 2012, o dia em que descobri que minha vida mudaria para sempre!
E mudou, pra muito melhor!