27 de novembro de 2013

Cara de Alface



Desde que eu engravidei participo de alguns grupos de mães na internet.
A ideia desde sempre foi me aproximar do fascinante mundo da maternidade e claro, me auxiliar quanto as dúvidas que eu tinha e que sempre vou ter no decorrer dessa minha nova carreira.
Eu ainda não tive sobrinhos e antes do Nick nascer, pouquíssimo foi o contato com bebês ou crianças, já que “azamigas” também estavam na mesma fase que a minha, namorando há um tempo séculos e sem filhos.
Eu sabia desde o início que tudo ia ser vivido e aprendido na marra e na prática e como eu amo ler, fui fuçando daqui e dali e sim, encontrei grupos maravilhosos que me ajudaram e me ajudam muito sempre que preciso de um conselho ou um apoio.
É incrível o quanto eles me acrescentam, mamães que nem conheço e que vivem a mesma fase que eu já me ajudaram muito em coisas que não pareciam tão simples e em outras que eram sim, cabeludas, haha!
Tem o grupo da amamentação, o da alimentação consciente, o de introdução alimentar, o de assuntos gerais, o das festinhas, o de venda de roupinhas infantis, enfim, grupo de apoio não falta pra me orientar! Adoro.
Quem é mãe sabe que quando ganhamos neném algumas situações são inevitáveis, como os milhões de pitacos que recebemos em relação a tudo o que é assunto que envolve o bebê, isso me deixou profundamente irritada e emputecida com algumas pessoas, e falo isso com toda sinceridade do mundo.
Tenho o entendimento de que muiiiiiitas, senão todas as coisas ditas foram somente fruto de boa intenção, mas o que me fez ficar mal por um tempo foi a falta de respeito ao meu espaço como mãe mesmo.
Eu sou uma mãe do Século XXI, eu tive meu bebê agora e não há 30 anos atrás, muitas coisas que fizeram sentido naquela época, hoje já foram substituídas, extintas e eu não tinha como argumentar tamanha imposição do “eu sei oque é melhor por experiência”, mas enfim, não vou entrar nesse mérito também, o que quero esclarecer é que eu sei que foram por bem, mas isso por muitas vezes se contrapôs a minhas crenças, vontades e INSTINTO, e é para isso que exijo respeito, para o meu direito de optar, decidir e de ser mãe, afinal é essa a minha época!
Uma recém mamãe está envolta em milhões de sensações, além do pós cirúrgico (no meu caso foi cesárea), tem a volta pra casa, adaptação, as dores, a amamentação, o peitinho ferido (o meu), o bebê que não vem com manual de instruções, casa pra cuidar, o sono eterno, todas as incertezas do mundo aliadas a muita carência (afinal também estamos precisando de cuidados), e todas as outras coisas.
Do dia pra noite viramos leoas selvagens, que  não desgrudam o olhar de sua cria em nenhum momento, pelo menos nos 5 primeiros meses na caverna, enquanto não somos OBRIGADAS a voltar a trabalhar!

Nesta fase tudo está muito solto/frágil, lembro-me que uma amiga havia me contado que o primeiro desejo que teve ao voltar em casa foi voltar pro hospital, haha, ela falava: “me devolvammmm pro hospital”, quero comidinha feita de 3 em 3hs de novo, quero remedinhos na boca e quero que alguém venha a todo tempo saber se estou bem! Eu rí muito quando escutei, mas a entendo quando me pego lembrando do choque que é esse recomeço, rs!

Enfim, eu sei que eu preciso aprender e muito, e sempre vai ser assim, cada dia é diferente quando se tem 1 filho, e eu busco auxílio sempre que preciso, seja nos grupos, com a pediatra, com minha mãe ou com minhas amigas, mas a questão é a falta de limite que alguns tem em querer te obrigar a conduzir uma situação de uma forma que você não concorda ou simplesmente não quer fazer antes de pesquisar, ler, se entupir de informação, escutar o instinto materno e decidir.
Se eu fosse seguir alguns conselhos (quase imposições) eu teria dado açúcar ao meu bebê aos 3 meses, colocado engrossante na mamadeira dele, entupido ele de geléia de mocotó e de chás malucos, colocado sal em todas as comidinhas que já ofertei até hoje, dentre outras coisitas mais que me aconselharam.
Respeito e entendo quem opta por fazer assim ou seguir alguma dessas dicas, cada mãe com certeza vai seguir o caminho que acha o melhor para o seu filho, but o meu ponto de vista é o meu ponto de vista, e em relação as coisas que dizem respeito ao meu filho, desculpa, mas quem decide sou eu (e o papai, claro)!
Agora, depois de muito penar, ficar constrangida, brava, chorar, me emputecer, aprendi que uma bela cara de alface resolve tudo, esse termo inclusive aprendi em um dos grupos.
E é isso que tenho feito.
Costumo comentar que depois que somos mães nossa reputação muda de legal para louca/fresca, mas quer saber?
Se ainda não lançaram o Semancol em cápsulas, cara de alface neles!
E tem dado certo na medida do impossível.

Desabafei e por hoje é só! ;)

28 de outubro de 2013

O desmame


E o tempo corre assustadoramente que mal deu tempo de voltar aqui.
Tantas coisas novas a cada dia.
O Nickolas completou 8 meses e está a coisa mais linda e deliciosa desse mundo, a cada dia uma surpresa, uma novidade!

Alguns fatos importantes que ocorreram desde minha ultima atualização:
  • Ele aprendeu a sentar sem o apoio das almofadinhas.
  • Já tem 02 dentinhos inferiores, e tem 04 superiores rasgando, parece um lindo coelhinho.
  • Pronuncia mamã e papá, mas que fique claro que mamã é com muito mais frequência (deixando o papai indignado) yeahhh, ponto pra mim! rs
  • Tem feições próprias para cada situação, uma delas é que quando está impaciente começa a bater o dedinho indicador entre os lábios fazendo um barulhinho engraçado, como se estivesse brincando com a própria voz, como se quisesse pronunciar alguma palavra.
  • Dorme 1 noite inteira, no seu berço.
  • Quer provar tudo oque toca, fruta, papel, brinquedo, sabonete, almofada, extintor de incêndio, celular, sapatilha da mamãe, óculos do papai, tudo parece bem atrativo e se cai em suas mãos, rapidamente é direcionado pra boca.
  •  Engatinha muitoooo, me dá vários sustos quando ameaço virar as costas e se aproxima do precipício (beirada da cama).
  • Começou a comer papinhas salgadas não só de legumes, mas com arroz, macarrão, carne, frango e gema de ovo.
  • Teve uma gripe muito forte e entrou pela primeira vez no antibiótico, bad!
  • Ama ir pra escolinha, do tipo que quando chega na porta esquece completamente que está no meu colo e nem tchum pra babona aqui, confesso que isso me conforta todos os dias quando deixo ele lá e vou pro trabalho.

E UM CICLO SE ENCERRA...



Eu consegui amamentar por 08 meses, em Setembro, quando os 02 dentinhos do “nenéco” nasceram ele começou a tentar me morder, a cada vez que eu tentava dar o mamar, ele rapidamente tentava dar uma mordiscadinha, eu ligeira, sempre tirava o bico da boca dele a tempo, não sei se tem algo relacionado, com o medo das mordidas ou se realmente a missão era pra se estender até aqui, mas de fato foi ficando escasso e hoje, eu já não o amamento mais.
Meche bastante comigo escrever e pensar sobre isso, sempre soube que esse processo teria um fim, mas achei que iria mais longe,  nos meus sonhos mais doces quem sabe até 1 ano...não deu!
Mas a sensação é de dever cumprido.
Amamentei por 8 meses com apenas 1 seio e tenho a noção do quanto fui sortuda por conseguir isso.
Tive o enorme prazer de nutrir meu filho de leite materno em livre demanda até os 5 meses e 10 dias, que foi quando ele iniciou na escolinha, após isso continuamos até o oitavo mês, e aos poucos, com toda a perfeição que a natureza tem, esse ciclo foi se fechando.

Também tiro o aprendizado de que durante a vida  materna vamos cortando alguns vínculos, para que novos surjam, sempre mantendo uma conexão.
O prazer que eu sentia ao amamenta-lo, hoje é suprido pela felicidade em preparar as papinhas dele e vê-lo saboreando com tanta satisfação.
E assim a vida gira, sensações saem, entram e a cada dia aprendo mais com essa escola incrível que “frequento” desde que o Nickolas chegou, a escola da vida materna, onde tudo é feito na prática, como deve ser!

E eu continuo me apaixonando todos os dias por ele!

"Filhinho, cada gesto seu, cada evolução me deixam boquiaberta, tenho aprendido tanto, a sensação é de que hoje minha vida tem sentido. Faço muitos planos para nós 3 e espero continuar ensinando e aprendendo todos os dias com você. Meu coração é seu lugar, meu amorzinho! Um beijo da mamã"!


8 meses de felicidade!

14 de agosto de 2013

As delícias do sexto mês


Ele está super se desenvolvendo bem depois da escolinha (berçário), isso é fato.

Se tem uma coisa que está me fazendo bem é ver as evoluções do meu menininho, que até pouco tempo atrás era um bebê sonolento e faminto, mas que hoje já está super ligado em tudo oque acontece ao redor.

Sensação boa de vê-lo crescendo e sintomas de saudade daquele bebezinho pequerrucho que há poucos dias foi “acoplado ao meu colo” J.

A cada dia que passa, sinto que mandá-lo para a “faculdade” como carinhosamente me refiro, foi a melhor escolha que eu e papai fizemos.
Hoje ele:
  • Acorda de madrugada pra brincar com as próprias mãozinhas e fica por um bom tempo resmungando coisas indecifráveis e lindas. 
  •  Faz “rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr” milhões de vezes com a boquinha, parecendo que esta imitando o choro do Kiko.
  • Ainda ama o momento do banho.
  • Dá um sorrisinho safado quando está fazendo o “number two”.
  • Presta atenção em tudo, quer tocar tudo, quer comer tudo, quer levar tudo para a boca.
  • Reconhece a mim e ao papai e solta um sorriso enorme quando nos vê.
  • Tenta agarrar a mamadeira e começa a fazer os movimentos de mamada com linguinha de fora antes mesmo do bico chegar até a boca, coisa marrrrr linda!
  • Ensaia a palavra mamãe e vira e meche fica chamando: mã... e este coraçãozinho não aguenta.
  • Esta cabeludinho como sempre, as vezes me pego com o pente e uma cabeleira enorme tendo que tirar os nós, rssss.
  • Possui uma espécie de imã nas mãos que atrai tudo quanto é tipo de brinco, pulseira, colar...
  • Sorri o tempo inteiro, é maravilhosamente bem humorado e só resmunga quando quer tirar uma soneca ou quando a barriguinha ronca.
  • Já toma suquinho e come papinha de legumes e de frutas (tudo ao natural, sem açúcar ou sal).
  •  Aceitou super bem a introdução desses novos alimentos, que fiz com o maior amor desse mundo e senti uma alegria imensa a ver ele se acabando de comer e resmungando por mais.

Enfim, a cada dia aprendo mais e mais com ele e me encanto com tanta evolução.
É muito bom passar por isso, voltar a infância, porque SIM eu voltei a ser criança e estou amando passar por isso.

Agora falando novamente nas papinhas, eu ando empolgadíssima com essa nova tarefa e por enquanto fiz duas bem básicas, afinal é novidade e não posso chegar fazendo grandes misturas, mas pela reação e gritinhos de alegria ele adorou, e a mamãe aqui sentiu um prazer enorme em vê-lo comendo tão bem.

Por enquanto fiz 2 receitinhas seguindo minha intuição para combinar os legumes, cada uma delas rendeu aproximadamente 7 marmitinhas, que vou congelando e enviando alternadamente para a escolinha.
1º papinha: Batata, cenoura, vagem, xuxu e beterraba
2º papinha: Batata, cenoura, beterraba, mandioquinha e xuxu. 

3º papinha: Mandioquinha, abobrinha, beterraba, cenoura, vagem, xuxu e espinafre.

Temperos que utilizo: salsinha, alho, cebolinha (bem picadinhos) + tomate sem pele cortado em cubinhos + 1 fio de azeite.

Aprovação do nenéco: 100%
Felicidade da mamãe: Imensurável
É isso, logo volto para contar mais novidades sobre as delícias de ser mãe desse bebê maravilhoso, meu Nickolas. 
Bjs!

 "Filho lindo, sinto muito orgulho de você a cada dia que passa, é delicioso ver sua aceitação as papinhas que mamãe faz com tanto amor.
Acompanhar sua evolução e crescimento diário me enchem de felicidade, obrigada por ser tão maravilhoso, por ser o melhor bebê, o mais fofo, risonho, feliz, simpático desse mundo, mamãe te ama demais"!




1 de agosto de 2013

6 meses de amor profundo!

31 de Janeiro de 2013
E já fazem 6 meses
Que percebi como o tempo corre,
Que as madrugadas nunca mais foram iguais,
6 meses que o meu corpo se tornou de “ferro”,
Que um sorriso banguela me cura de qualquer cansaço,
Que sinto que amar demais faz o peito doer sim,
Que agradeço pela vida dele,
Que descobri o sentido da minha,
Que sou feliz como jamais pensei ser,
Que a palavra incondicional foi descoberta,
Que sinto uma imensa proximidade de Deus,
Que voltei a ser criança,
Que uma mãe foi descoberta em mim,
Que conheci a Galinha Pintadinha e ela tomou o lugar dos meus CDS,
Que quis tomar uma agulhada no lugar de alguém,
Que caio na risada por acidentalmente receber um jato de pipi,
Que um sussurro de abruuu me dá a certeza absoluta de que ouví mamãe
Que ganhei uma vida nova,
Que o amor chegou - de forma pequenina, cheia de dobrinhas, cabeludo, banguelo, de olhar marcante, de feição sublime...
Que conheci minha pequena versão - milhões de vezes melhorada, pura, inocente
Que ele chegou,
Meu Nickolas,
Vidinha
Iluminado
Simpático
Risonho
Marrento
Meu cheirinho de Céu
Meu filho amado
Minha maior escola
Meu anjo lindo.
Motivo de tudo
Parabéns por meio ano meu filhote maravilhoso,
Obrigada por ter me escolhido, meu amorzinho!
Com amor, de sua abruu mamãe...


17 de julho de 2013

Absurdo: Susto no hospital e negligência médica



Preciso compartilhar o absurdo e a negligência que aconteceu com meu filho no dia 15/07/2013.
O Nickolas vinha se recuperando de um pequeno resfriado e fazendo inalação em casa há 1 semana.
Na segunda-feira (15/7/13), sai do trabalho e fui buscá-lo na escolinha, chegando em casa percebi que seus olhinhos estavam expelindo uma secreção amarela.
Como os olhos grudaram de tanta secreção resolvi ir ao Pronto Socorro (Hospital Family-Taboão da Serra) pra saber se tratava-se de uma conjuntivite.
Chegando lá ele não apresentava febre nenhuma e a médica Dra. FERNANDA BARROCAS OLIVEIRA disse que ele estava em boas condições mas mesmo assim pediu um Raio X para vermos o peitinho dele.
Raio X feito, em menos de 2 minutos me entregaram um envelope e me direcionaram para a sala da médica. Ao olhar o exame ela me diz a seguinte frase:
_ “Mãe, seu bebê está com pneumonia, entraremos com antibiótico (amoxilina) + antialérgico + spray descongestionante + remédio p/ febre (caso apresente).
Eu, arrasada não conseguia acreditar naquilo, como assim, meu bebê de apenas cinco meses com pneumonia?

Cuido tanto, mas tanto dele, chego a sufocá-lo de tanta roupa, touca, proteção contra o vento, me chamam até de exagerada.
Aquela altura já eram 23:00hs, me deram atestado de 7 dias para acompanhar meu filho em casa e fomos à procura de uma farmácia p/ comprar os remédios,que totalizaram em quase 60,00.
Fomos pra casa, mediquei meu bebê, dei o antibiótico, o antialérgico (em meio à esperneios) e o coloquei pra dormir.
Por volta de 00:30, volto pra sala desnorteada e resolvo olhar o Raio X, quando meus olhos pareciam não querer acreditar naquilo que eu lia.
Na etiqueta, ao invés de Nickolas Noronha estava escrito “Bryan Matos Silva”.

Como assim?????????????

Chamei meu esposo e falei que aquele raio X não era do nosso filho, fiquei enfurecida e na minha cabeça mil coisas passavam, eu queria voltar lá no hospital imediatamente, mas resolvi ficar com meu BEBÊ que finalmente já dormia.
O papai então voltou ao hospital para exigir explicações.
Chegando lá, uma equipe veio tentar colocar panos quentes e se desculpar, dizendo que houve um erro, e que não conseguiam nem encontrar o raio X verdadeiro do meu bebê, encontraram apenas um sem nome, que misteriosamente também não sabiam de quem era, a médica se desculpou, a enfermeira do raio x se desculpou, todos tentando abafar uma situação que NÃO TEM DESCULPA, afinal eu havia medicado meu filho indevidamente e aquela altura nem sabia a real situação de saúde dele, e além disso, o fato dessa criança (Bryan) estar em casa e sua mãe tranquila sem saber que seu filho estava com pneumonia.
Ontem voltei no hospital para novo exame.
Que fique bem claro que eu não tive atenção nenhuma, permaneci das 9:13 as 11:00 no hospital, não tive nenhuma prioridade mesmo explicando todo o acontecido da noite anterior, utilizei táxi para me deslocar de casa até o hospital e do hospital até minha casa e o pior de tudo, mais uma vez tive que expor meu filho DESNECESSÁRIAMENTE as bactérias do hospital, ao frio e ao cansaço e desgaste físico de ter que ficar pra lá e pra cá naquele frio.
O novo exame dele não apresentou NADA, (Graças a Deus), apenas uma virose, típica desse friozão que faz aqui em SP.
Ele está perfeitamente bem e de fato jamais deveria ter tomado o antibiótico.
O médico que me atendeu, disse pra suspender todos os remédios receitados na noite anterior imediatamente (claro que eu já havia feito isso quando percebi o erro) ou seja, mediquei meu bebê de forma errada pelo simples e gravíssimo fato de trocarem o exame.
Claro que isso acarretou danos irremediáveis nele (que tomou antibiótico fortíssimo desnecessariamente), no pai (que saiu de casa em plena madrugada se expondo ao perigo para retornar ao hospital) e em mim, afinal como qualquer mãe, até agora estou me culpando, fico me perguntando o porque não li se era o nomezinho dele assim que peguei o envelope, mas, foi tudo tão no automático, numa noite muito fria, eu com meu bebê no colo, só queria mostrar aquele exame imediatamente pra médica e levar ele pro quentinho do nosso lar.
Na hora que me entregaram eu apenas recebi e segui direto para a sala da médica (que erroneamente também não conferiu o exame e nem o nome do paciente), isso sim é um absurdo, pois ela como médica e profissional tem como DEVER seguir esse procedimento, é uma rotina dela, e não uma rotina minha.
De qualquer forma, a partir de hoje sempre irei conferir o nome, já aprendi a lição.
Esse relato aqui é pra que todos tenham o cuidado de SEMPRE conferir se o nome esta certinho, não devemos confiar de forma nenhuma nos profissionais que na teoria e prática deveriam seguir o procedimento mas não sei porque cargas d'água não o fazem (detalhe que o hospital estava praticamente vazio, nem a desculpa de super lotação explicaria essa confusão toda).
Estou indignadíssima com essa situação, se trata de um ERRO MÉDICO SIM, que graças a Deus não resultou em nada pior, mas:

E se, naquele momento a médica tivesse resolvido medicar ele de modo intravenoso?
E se, ele tivesse alguma alergia aos medicamentos que ministrei?
E se eu não percebesse o erro e continuasse dando antibiótico pro meu bebê por 14 dias (como indicava o receituário)?
E se, com essas faltas ao meu trabalho eu fosse demitida, tendo em vista que acabei de retornar da licença maternidade?
E se, a mãe do outro bebê (Bryan) não tiver percebido o erro, como eu percebi?
E o valor alto que gastei sem necessidade com farmácia e táxi?
E a exposição da saúde do meu filho?
E o trauma e transtorno que isso acarretou em mim e no pai?

Enfim, são tantos absurdos que até agora estou procurando digerir essa situação.
Pretendo correr atrás, não pretendo deixar sem resposta.
Fica uma alerta para TODOS, que assim como eu sempre tentam fazer o melhor para o filho, e mesmo assim estão sujeitas uma situação absurda como esta.
Estou decidindo como agir em relação a esse hospital FAMILY (TABOÃO DA SERRA), mas este caso não ficará assim, sem retorno.

Dano MORAL, FÍSÍCO, PSICOLÓGICO, sem atenção nenhuma por parte de todos.
Erro médico, falha humana e descaso que poderiam ter prejudicado a vida de um bebê inocente.
É isso, todo cuidado é pouco quando se trata de nossos pequenos!



1 de julho de 2013

O término da licença maternidade chegou


Texto difícil de escrever, acabou a licença maternidade e hoje é o primeiro dia de trabalho.     
                     
Na semana passada comecei a adaptação do meu Nickolas no berçário que carinhosamente apelidei de faculdade, e como ele fica feliz quando o acordo com um “boooom dia meu príncipe, vamos ir pra facu brincar com os amiguinhos”?
Falar fazendo brincadeiras é o modo que esta me aliviando o coração e me deixando menos triste. Por falar em tristeza, na semana passada senti uma tão profunda que parecia que um pedaço de mim estava sendo arrancado, e não é exagero, eu posso dizer que experimentei viver o momento mais feliz e o mais triste da minha vida, ao mesmo tempo.
Feliz porque ele está maravilhosamente delicioso, super risonho, interagindo o tempo todo, carinhoso, evoluindo muito a cada dia, dá orgulho de ver.
Triste porque parar e pensar nas horas que ficarei ausente e em tudo oque eu “vou” perder (deixar de vê-lo fazer) me deixou com um nó na garganta e outro no peito que jamais imaginei sentir.
É um amor indescritível mesmo, todos os dias eu vou dormir achando que o AMO em grau máximo, daí no dia seguinte eu sinto que aumentou, e assim vai, a cada dia aumentando e me fazendo mais bem, mais plena.
Desde o 3º mês já começamos a procurar os berçários, visitei uns 08, pesquisei, analisei, segui meus instintos, me alinhei com o papai e finalmente encontrei um lugar que me passou confiança.
Claro que isso vai ser confirmando gradativamente, mas fiquei feliz pela escolha e senti que fiz a coisa certa.
Não quis deixa-lo com terceiros por diversos motivos. Em alguns momentos da licença maternidade vivi desconfortos que “palpiteiros de plantão” me causaram, todas as mamães sabem que quando temos um bb isso se torna de certa forma normal e irritante demais, são muitos pitacos, palpites e até rotas que traçam pro seu filho sem ao menos te consultar, isso me deixou com o olhar atento e me fez optar pela escola.
Eu sei que na escolinha ele irá interagir com as outras crianças, terá horário para tudo (rotina), estará sob os cuidados de pessoas que já tem experiência com isso e que de nenhuma forma vão me desautorizar perante as coisas que eu definir para ele (obrigada Papai do Céu, por ter feito as coisas se alinharem a tempo e por me permitir achar um local que me passou impressões boas).
Na semana passada fiz uma adaptação com o mocinho, que ao meu olhar reagiu super bem, entrou sorrido e saiu sorrindo todos os dias (nenéco risonho e simpático da mamãe), já cativou as tias e foi me fazendo ficar calma, aos poucos percebo o quanto está fazendo bem para ele, pausa para alguns suspiros de alivio da mamãe...ufa!
Mas não foi simples, chorei, revivi momentos, vasculhei a memória quando ele estava longe de mim, cheguei e me questionar se iria conseguir passar por isso, consultei amigas, pedi socorro no grupo de mamães que participo, rezei, chorei no colo do marido, acordei de madrugada insone, abracei, apertei e beijei meu filho como nunca, disse coisas lindas para ele e por fim expliquei porque a mamãe iria deixá-lo na “faculdade”.
Acho que ele entendeu, e acho que estou entendendo.
Esses 5 meses fui pura e intensamente a mãe do Nickolas, e agora é hora de começar a ser a mãe do Nickolas e profissional Pollyana, sei que me fará bem, amo meu trabalho e jamais pensei em não voltar, apenas estava mergulhada num poço de amor infinito junto ao meu maior tesouro, e por ele vou a luta, por ele a caminhada não pode e não vai parar.

Hoje ao deixá-lo na escolinha o beijei e disse:
“Meu amor, mamãe vai trabalhar e te deixará aqui, brinque bastante com os amiguinhos, se alimente, descanse e mais tarde nos veremos, as 18h a mamãe vem te buscar”.
Com um lindo sorriso banguela eu entendi o seu: “Ok, mamãe, pode ir que eu estou bem”

E é dessa forma que eu vou pensar. É mais uma etapa, que assim como as outras, serão superadas.
Estou leve, “saudadenta” e sei que agora tenho um lindo motivo para lutar, e é por ele que estou aqui.
Acreditando sempre!
Um beijo de uma mãe que sente o coração muito pesado, não mais de tristeza mas sim de tanto amor!

"Filho, todos os momentos que passamos juntos são muito especiais, mas a mamãe tem certeza de que a partir de agora serão muito mais, quero curtir e aproveitar cada minuto com você meu amor, eu sempre estarei por perto, sempre meu princípe! Mamãe te ama muito e sempre vai fazer o melhor por você, quero que você tenha muito orgulho de mim como sua mãe mas também como profissional, e atrás deste objetivo que estou seguindo, meu amorzinho"!