23 de janeiro de 2014

A primeira internação e o primeiro passo





No dia 14 de Janeiro de 2014, o Nickolas teve a primeira virose da vida e precisou ficar internado.
Foram 06 dias de muita angústia, de terça a domingo vimos o "SOL nascer quadrado", como costumo falar para descontrair.
Tudo iniciou com uma febre alta de 39.5º que ia e voltada. Ao perceber que tentar contornar a situação medicando-o em casa não estava surtindo efeito, eu e o papai decidimos leva-lo ao PS.
Lá, fizemos todo tipo de exame, Raio X de tórax, hemograma, urina e por fim colhemos o LIQUOR (que se trata da pulsão do líquido da coluna cervical).
As suspeitas iniciais eram de dengue e meningite viral, mas logo foram descartadas e no decorrer dos dias os exames iam excluindo uma série de doenças, até que chegamos em um resultado que apontou positivo para o “Epstein Barr”, vírus
transmitido pela saliva, também conhecido como “Vírus do beijo”.
No terceiro dia o corpo dele ficou todo pintadinho, as pálpebras bem inchadas e apareceram muitas ínguas na virilha, nuca e garganta.
O quarto dia foi o ultimo de febre, depois disso a melhora era visível.
Não foi necessário entrar com o antibiótico porque segundo os médicos o corpinho dele reagiria por si próprio e eliminaria a virose, e assim foi. Enquanto isso......sofri “pouco” viu.
Foi muito triste ver minha miniatura debilitada, sofrendo e sendo furada a todo momento.
Foram 14 agulhadas no total, muito choro dele, muito choro e desespero meu, e o medo interminável de perder meu filho.
Sim, eu senti um medo absurdo de perdê-lo, pela primeira vez eu me senti inútil em não conseguir sanar seu choro, que daquela vez não era por fome, manha, sono ou por simplesmente querer meu colinho.
Sua cura, seja lá do que fosse não dependia de mim, dependia dele, das minhas orações, da minha fé imensa.
E como Deus é Pai e não nos abandona nunca, depois de tanto sufoco e chororô, 6 dias depois, num domingo de sol voltamos pra casa.
Ao chegar em casa só agradeci ao meu DEUS por estar de volta e pela saúde dele. O coloquei no chão (no tapetinho de EVA) e comecei a conversar, quando de-repente recebi A RECOMPENSA por todos os dias de tristeza e aflição.
Do nada ele me olha e vem dando passinhos descompassados (parecendo um bêbado rss) em minha direção.
Sim, ele andou pela primeira vez depois de 6 dias em cima de uma maca, não preciso falar na gritaria que foi naquela casa, né???
Só tenho que agradecer a todos os anjos pela melhora do meu príncipe e deixar esse importante para todos que passarem por aqui.
Eu sempre fui encucada em beijar o bebê dos outros, semmmpre me preocupei com isso, mas, já vi muita gente beijando a mão do Nick, beijando próximo da boca e sempre falei (não pode), mas como depois da
maternidade viramos AS LOUCAS, nunca me deram atenção....
Depois desse sufoco vou ficar em cima mesmo, pelo menos enquanto forem bebês, todo cuidado e toda chatice é pouca! 

"Filho, o susto foi grande e deixou o coração da mamãe angustiado.Como é bom ter você de volta.Como é bom ter sua alegria espalhada em nossa casa e ouvir o eco de seus gritinhos eufóricos.
Obrigada por ter sido tão forte e por ter sorrido várias vezes enquanto eu aflita, chorava.Você é a parte mais essencial da minha vida e eu estarei sempre contigo, meu amorzinho".
Mamãe te ama muitoooo!!!

Um pouco sobre o Epstein Barr:
Progressão e sintomas
A infecção inicial é pela saliva alheia, pode se ocorrer uma ou mais vezes no mesmo indivíduo o aparecimento da doença e consequentemente dos sintomas que só aparecem entre 4 e 8 semanas após contraida a doença, o vírus pode ser contraido continuamente até que o indivíduo crie anticorpos contra este. Infecta inicialmente as células da mucosa da faringe, e depois invade os linfócitos B do tecido linfático adjacente, onde continua a multiplicar-se. A sua multiplicação é detectada pelo sistema imunitário que secreta citocinas defensivas que causam febre alta (39-40 °C), mal estar, fadiga, dores de garganta, (faringite) e por vezes hepatite moderada, aumento dos gânglios linfáticos do pescoço. A infecção é controlada ao fim de alguns dias, mas o vírus frequentemente permanece por toda a vida do individuo escondido de forma latente em alguns dos linfócitos B originalmente infectados. Estes linfócitos multiplicam-se mais rapidamente e autodestroem-se menos frequentemente, devido a proteínas pró-crescimento e anti-apoptose produzidas do genoma viral. O resultado é a característica linfocitose (aumento do numero de linfócitos) facilmente detectada nos episódios agudos da doença.
A doença em crianças é geralmente subclínica, mas em adultos pode raramente levar a meningoencefalite com disfunção neurológica ou comportamental, obstrução laringeal por edema e asfixia ou ruptura do baço, com casos raros resultando em morte. Algumas pessoas podem ter doença crónica periodicamente sintomática (distinta dos portadores sempre assintomáticos mas com pequeno risco de cancro). Esta caracteriza-se por fadiga, mal-estar, dores de cabeça, febre de 38 °C (por vezes menos), e dores de garganta leves, podendo cursar durante longos períodos.
Na África, a presença concomitante de malária crónica complica a situação, pois esta doença estimula a multiplicação dos linfócitos B, o que junto com o estímulo do vírus, pode ser suficiente para que alguns linfócitos entrem em multiplicação descontrolada, originando um linfoma de Burkitt (uma forma de cancro.
Na China e outros países dessa região, o carcinoma nasofaringeal devido ao Epstein-Barr é muito mais frequente por razões desconhecidas.
Nos doentes com síndrome da imuno-deficiência adquirida, as complicações oncológicas são muito mais frequentes, e surge caracteristicamente uma mancha branca aveludada na boca, denominada leucoplaquia pilosa.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por detecção sorológica de anticorpos específicos, contra as proteínas do capsídeo (que continuam a existir por toda a vida) ou contra determinados antígenos do vírus que só existem na fase aguda.
Não há cura, mas foi descoberta uma vacina, e a doença aguda é quase sempre autolimitada pelo sistema imunitário (imunológico). As complicações oncológicas têm tratamentos químicos ou radioterapêuticos próprios, além de medicamentos anti-virais, como ganciclovir.

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