7 de novembro de 2014

Terrible two, prazer!

E lá se passaram 1 ano e 9 meses.
E como o tempo não espera eu ando tendo umas crises de saudades dessa época que estou vivendo agora, ele bebê, pequenininho, compacto, me pedindo colo, me mostrando novidades a cada dia, me gritando a todo tempo e no tom mais alto que consegue o seu famoso: Ô mãããnnn..mããããiiiiiiiêêêê.


Saudades do que está vivendo??
Não sei explicar, sei que tenho!!

Delícia ver a evolução e crescimento de uma criança e o aprendizado e enlouquecimento dos Pais.
Enlouquecimento, como assim?
Resposta: Terrible two, prazer! 


Gente, eu já tinha ouvido falar nesse termo, lido algumas coisas e tinha lá minhas dúvidas sobre a veracidade de tal assunto, but, de uns dias pra cá o Nickolas me mostrou que sim, ele está vivendo a temida adolescência dos bebês.

Ontem foram 30 minutos entre chegar na garagem de casa e conseguir tirá-lo do carro, ele primeiro fez chororô porque não queria sair da escolinha, fiquei tentando por alguns minutos colocá-lo dentro do carro, foi chorando até chegar na garagem de casa, quando chegamos uma nova situação, não queria sair do carro, ele chorou tanto que tenho certeza que os vizinhos ficaram em dúvida se ligariam ou não para a polícia, meooo Deooos, que gritaria, eu entrei novamente no carro e me fiz de muda e surda, enquanto ele dava os chiliques eu fingia que estava em outro plano e nem olhava pra ele, falei que só sairíamos quando ele se acalmasse. Foram 10, talvez 15 minutos e a gritaria continuava, então como eu não podia ficar a night toda ali escutando aquela ‘belíssima sinfonia’ resolvi subir para o apto, e lá fomos nós, eu com milhares de sacolas segurando também um bebê que se debatia e chorava mais que eu quando vejo uma barata.
Foi um trabalho pra entrar no elevador, outro pra sair, um trabalhão pra entrar em casa, outro pra coloca-lo no chão.....

Como chorou, como berrou....
Em certo momento eu perdi a compostura e os olhos encheram de lágrimas porque sabia que ainda teria uma etapa inadiável naquela noite, dar banho.
Segundo round começa, mãe pega bebê que se recusa a tomar banho, se recusa a tirar a roupa, se recusa a tirar o sapato, se recusa a entrar no banheiro, se recusa a......se recusa.......
Esse bebê se manifesta com choro altíssimo e contorcionismos que fariam inveja até aos melhores artistas do Circo de Solei.
Após entrar no banho vem a nova guerra, sair do chuveiro, e assim vamos nós, guerra pra por a roupa, a fralda, a meia, pentear o cabelo e tudo mais.
Que fase...
Até a mamadeira gera conflito:


se ele pede...


eu vou e faço...


ele não aceita...


eu recuo...


começa o chororô infinito...


ele decide aceitar...

Achei uma matéria bacana que explica ‘resumidamente’ o assunto, vou deixar aqui para quem quiser entender mais sobre essa fase terrível deliciosa.
Beijo da mamãe!


1 - O que são os Terrible Twos?
A adolescência do bebê, primeira adolescência ou os “terrible twos” (terríveis dois anos, como citado na literatura em inglês), é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que outrora era tida como obediente e tranquila passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz “não” para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra.

2 – Esse comportamento é comum em qual idade?
Normalmente, acontece a partir de 1 ano e meio até os 3 anos de idade.

3 – Existe alguma causa?
A causa para esse período é simplesmente o próprio desenvolvimento natural da criança. A fase dos 2 anos de idade é um período de grandes mudanças para ela. Até então, o pequeno seguia os modelos e as decisões dos pais. Gradualmente, ele passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e isso gera uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si. Sem dúvida, isso acaba gerando uma grande resistência em seguir os pedidos dos pais. Não é exatamente uma ação consciente da criança, mas uma tentativa de atender a esse desejo interior, a essa descoberta de si como um ser independente dos pais. No entanto, ao mesmo tempo em que ela quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo, dado que ainda não tem maturidade suficiente. Ela discorda até dela mesma! Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: “Macarrão”. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela diz: “Eu não quero!” Suponha que você está com pressa para ir a algum lugar. Seu filho está de ótimo humor até você dizer: “Preciso que você entre no carro agora”. Ele fará tudo, menos atender à sua solicitação. É uma fase difícil para os pais e também para as crianças. É uma experiência intensa emocionalmente e repleta de conflitos, pois, ao mesmo tempo em que a criança busca essa identidade, ela não quer desagradar seus pais – por mais que isso não pareça possível.

4 – Existe alguma maneira de evitar que o bebê passe por isso?
Não há a necessidade de tentar evitar esse período e nem há como fazê-lo. O importante é conhecer e lidar de modo construtivo com essa fase dos pequenos.

5 – Todas as crianças passam por isso?
Não é uma regra. Algumas crianças demonstram essas características mais intensamente do que outras.

6 – Como agir quando a criança se joga no chão e grita num lugar público?
Primeiramente, descarte palmadas, tapas, puxões de orelha ou qualquer outro comportamento agressivo para tentar conter uma birra. Antes de sair, converse com o seu filho e o contextualize sobre o passeio. Diga como espera que ele aja, o que ele poderá fazer ou não etc. E conte as consequências para o seu mau comportamento. Jamais ceda às manipulações, como choros, pedidos de ajuda e reclamação de possíveis desconfortos.Opte por disciplinar a criança após a birra, que é o momento em que ela está colocando para fora sua frustração e seu descontentamento. Após ela parar de fazer a birra, você se abaixa para conversar. É sempre muito importante que a criança compreenda o que fez e o porquê de sua ação. Evite dar broncas e repreender seu filho na frente de outras pessoas para que ele não se sinta constrangido e você também. Uma dica bacana para mudar o foco da birra é chamar a atenção da criança para outra situação. Mostre um objeto ou comece a falar de outro assunto. Ignorar a birra costuma dar ótimos resultados. Em lugares públicos, se a birra persistir e você estiver se sentindo constrangida, tire o seu filho do ambiente sem demonstrar irritação e sem conversar. Sua atitude mostrará desaprovação.

7 – O que fazer quando o pequeno bate nas pessoas quando é contrariado?
Esse “bater” normalmente é a expressão do seu descontentamento, o que, no caso, não é aceitável. É importante ressaltar que as crianças, assim como nós, adultos, também ficam bravas, tristes, frustradas e chateadas – isso é natural do ser humano. Ao longo da vida, ela vai se deparar com diversas situações que despertarão esses sentimentos nelas e a infância é a melhor fase para aprender a lidar com esses sentimentos inevitáveis. Assim, se quiserem contribuir de modo positivo com o desenvolvimento emocional e psicológico dos pequenos, os pais devem parar de tentar poupá-los de situações frustrantes e passar a explicar esses sentimentos, apontando caminhos para que consigam lidar com eles. A criança não nasce sabendo a lidar com seus sentimentos, ela testa suas ações e vai construindo seus modos de agir.
Quando ela bate em alguém, imediatamente deve ser contida e, em seguida, os pais devem abaixar-se na altura da criança, olhar fixo em seus olhos e com voz firme conversar , dizendo que entendem que o pequeno esteja bravo, mas que sua atitude é inaceitável. Explique que, se aquilo voltar a acontecer, haverá consequências negativas para ela, citando quais serão. Lembre-se de que essas consequências deverão ser algo possível de ser feito porque, se a criança repetir o comportamento desaprovado, você deverá cumprir o que falou.

8 - E quando a criança bate com a cabeça na parede ou faz coisas para se machucar porque ouviu um “não”?
Em geral, as crianças recorrem a esse tipo de autoagressão como mais uma tentativa de conseguir a atenção dos adultos e, quase sempre, conseguem porque descobrem que esse comportamento provoca comoção nos pais. Por mais que possam se preocupar, os pais devem manter a ideia de que “sem plateia não há show”. O ideal é conter a ação da criança sem dar atenção ou demonstrar comoção pela atitude. Você pode, por exemplo, colocar um travesseiro ou uma almofada embaixo da cabeça dele e sair de perto, ou tire o pequeno do local onde está sem conversar e coloque-o em um ambiente mais seguro. Sem conseguir chamar sua atenção com a autoagressão, a criança vai buscar outras possibilidades, como apagar e acender a luz, ligar e desligar equipamentos eletrônicos etc. Só fique atenta para a possibilidade de esse comportamento estar refletindo algum problema emocional que, aí sim, merece a atenção dos pais. Se a criança começar a apresentar comportamentos autodestrutivos frequentemente em situações cotidianas, como se arranhar, bater em sua própria cabeça e puxar os cabelos, vale a pena consultar um especialista porque isso pode indicar uma tentativa da criança de evitar o contato com algo que esteja lhe causando angústia.

9 – Como agir quando se está em público?
Não deixe que a opinião de pessoas desconhecidas lhe afete. Ignore os olhares de reprovação, ou aqueles que dizem: “ah, se fosse meu filho…”. Você conhece sua criança e deve buscar o que é melhor para ela. Leia, busque informações sobre esta etapa, converse com quem tem filhos nesta idade, procure quem possa ajudar, crie sua técnica e adote um mantra: “é normal e vai passar, é só manter a calma.”

10 – Cuidado!
Por mais difícil e irritante que esta fase seja, saiba que ela passa e que a criança precisa de compreensão. Portanto, evite sempre os castigos físicos, os tapas, beliscões e afins. Queremos que a criança entenda que a violência não é um comportamento aceitável, então, não podemos resolver a situação da mesma forma que ela. Explique e negocie sempre. Se você estiver perdendo o controle, respire fundo e afaste-se. Quando se sentir melhor, chame a criança e converse. Mas nunca deixe uma crise sem resposta, ou a criança vai se acostumar a não ter consequências para seus atos.

Fonte: Bebê Abril e
Imagem: http://wmdsfmag.com/uncategorized/the-terrible-twossometimes/
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